Por CSR SP – FOB

A classe trabalhadora brasileira está sendo esmagada pelo aumento do custo de vida, pelos baixos salários e pela exploração diária do trabalho.

Hoje, no Brasil, o custo de vida está crescendo cada vez mais e proporcionalmente o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras está diminuindo. Segundo dados do SERASA, o custo médio para manter uma pessoa adulta morando sozinha no Brasil é de R$ 3.520,00, enquanto o salário mínimo é apenas R$ 1.621,00. Ou seja, a imensa maioria dos trabalhadores não tem sequer o mínimo exigido para se manter viva. Dessa forma, a classe trabalhadora está em processo de degradação humana. Além disso, segundo dados do DIEESE, o salário mínimo vital, aquele que deveria atender os direitos básicos exigidos pela Constituição Federal, incluindo, além da sobrevivência de uma pessoa adulta sozinha, também o sustento de sua família, saúde, lazer, transporte e outros direitos, atualmente deve ter o valor R$ 7.750,01.

Podemos concluir que, para o trabalhador se manter vivo sem definhar ao longo dos dias, há uma defasagem salarial de R$ 1.899,00. Para que esse trabalhador forme família e acesse direitos básicos, há uma defasagem ainda maior, no valor de R$ 6.129,01.

Ano após ano, mês após mês, o valor dos aluguéis aumenta, o valor da cesta básica aumenta, o valor do transporte público aumenta, o valor do combustível aumenta, e o salário não acompanha esse ritmo acelerado de carestia da vida. Os trabalhadores vivem na corda bamba da vida financeira. Pelo menos 80% da população vive hoje em inadimplência, enquanto empresários, fazendeiros, políticos, banqueiros e todo tipo de burguês deste país seguem enriquecendo às custas do trabalho do povo. Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco, BTG, Santander e Banco do Brasil
registraram um lucro líquido pouco acima de R$ 29 bilhões no período dos três primeiros meses do ano. Isso é jogar na cara do trabalhador brasileiro desigualdade e a desvalorização do trabalho e do suor do povo.

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Aumento salarial e vida digna já! – Fagulha nº 03