Por Akracia – Fenikso Nigra Há algo peculiar na forma como o futebol se transformou na vida de pessoas que trabalham dez, doze horas por dia. O trabalhador que sai da fábrica sem conseguir levantar o braço direito senta no
O espetáculo da fadiga


Por Akracia – Fenikso Nigra Há algo peculiar na forma como o futebol se transformou na vida de pessoas que trabalham dez, doze horas por dia. O trabalhador que sai da fábrica sem conseguir levantar o braço direito senta no

Por ICN – Fenikso Nigra Existe uma espécie muito particular de gente que jamais se perde. Caminham pelas redes sociais, pelos corredores das universidades, pelos bares onde todos falam baixo demais e têm opiniões altas demais. São reconhecíveis pelo brilho

Por Akracia – Fenikso Nigra Uma fábrica fecha. Duzentas famílias acordam desempregadas. A decisão foi tomada em São Paulo, em uma sala onde nenhum dos afetados esteve. Nem foram informados antes. A empresa lucrou R$ 40 milhões no ano anterior.

Por Akracia – Fenikso Nigra A notícia chegou sem estardalhaço. Em 2025, lotes de produtos de higiene e limpeza da Ype continham Pseudomonas aeruginosa. Uma bactéria. Não um nome químico incompreensível. Uma coisa viva. Que cresce em pias. Em água.

Por Akracia – Fenikso Nigra Quando uma empresa explode um armazém e mata cinco trabalhadoras, há investigação, multas, documentos. Quando um juiz desvia dinheiro público, há auditoria, processos, prazo. Quando uma pessoa sem casa tira um pão da prateleira de

Por Akracia – Fenikso Nigra Todo mês a mesma sequência. As contas chegam: aluguel, comida, luz, internet. Um professor ganha dois mil reais. Uma vendedora, mil e duzentos. Um entregador trabalha doze horas por dia e vê o dinheiro desaparecer

Por Expressões Anarquistas – Fenikso Nigra O verde tomou as ruas das cidades. Nas vitrines das lojas, nas campanhas publicitárias, nos relatórios corporativos, uma cor supostamente redentora promete salvar o planeta. Painéis solares adornando fachadas de megacorporações, empresas de combustível

Por Expressões Anarquistas – Fenikso Nigra O trabalho contemporâneo não desapareceu, como prometiam certos otimistas tecnológicos. Ele se transformou — em algo mais insidioso: fragmentado, difuso, mediado por aplicativos que traduzem relações sociais complexas em códigos opacos. Quem entrega comida

Por Akracia – Fenikso Nigra Você acorda. Trabalha oito horas ou mais. Recebe. Paga aluguel, comida, transporte. Sobra pouco. Repete amanhã. Não é um acidente. É um arranjo. A pergunta não é “por que trabalhamos”. Trabalhar sempre fez parte da

Por Akracia – Fenikso Nigra Existe um mecanismo simples que organiza o trabalho na maior parte dos lugares. Alguém decide. Outras pessoas executam. Quem decide raramente está presente quando a decisão vira problema. Quem executa quase nunca teve voz. Uma