Seria ingenuidade pensar que diante de um processo de libertação da classe oprimida, não haveria intervenção de nenhum outro ator social.O Estado (classe burguesa) interviria com todos os meios que tem (polícia, exército, judiciário, etc) para impedir, o que para eles, seria o fim de todas as regalias que hoje eles sugam das pessoas trabalhadoras oprimidas e exploradas.

A Revolução Social sempre foi vista como algo de teor violento, e assim não poderia deixar de ser, já que todos os meios empregados para controlar as pessoas exploradas também o são.

Seguindo o raciocínio de que “violência gera violência”, pode-se concluir que séculos de agressão sobre as pessoas trabalhadoras, só poderão culminar numa revolução violenta.

É claro que, se diante da expropriação dos meios de produção, coletivização dos bens de consumo e universalização do trabalho, a burguesia se propusesse a não revidar com violência e participar do processo, ninguém utilizaria a violência para se defender, já que não houve agressão. Mas até eles achariam irônico alguém pensar assim.

A revolução violenta, infelizmente, talvez seja o único meio de garantir as conquistas obtidas pelas pessoas revolucionárias. Já que a autogestão, a liberdade (integral), e outras conquistas da revolução, não são do interesse da burguesia e ela usará todo o poder que tem para impedi-la.

Na construção do anarquismo através de práticas livres, na luta somos dignas e livres!

A violência e a emancipação das pessoas que trabalham
Tags: