Assim como muitas pessoas acreditam que pertencem a uma espécie dominadora e que todas as outras espécies não significam nada além de fonte de alimentos e de outros produtos oriundos do sofrimento dessas espécies, se repete na relação que os partidos políticos possuem com o povo e o usa como quer, manipulando, manobrando, dirigindo, moldando conforme suas conveniências politicas de poder e controle.

Deixemos claro que a referência aqui não é apenas para um grupo de partidos, mas para todos, independente a qual enquadramento se dizem estar, ao estabelecerem sua legalidade perante ao Estado, se submete a logica de controle e poder, que inverte o conceito de democracia ao reter o que seria poder do povo (do grego demo= povo , cracia= poder).

Ao concentrarem o poder em suas estruturas de influências clientelistas, os partidos se tornam organizações criminosas afiançadas por um também criminoso Estado, que sobre uma base de intimidação violenta e impositiva, determina a toda sociedade parâmetros de conduta que quase nunca são pautados pela coerência e sim pelos caprichos das organizações de controle e poder. A sociedade é uma refém com poucas possibilidades de emancipação, mas que deve se manter na luta e resistência e não sucumbir totalmente nos braços de uma estrutura exploradora e opressora.
Esse modelo de controle por partidos, que podemos bem chamar de partidocracia, pressupõe que as maioria das pessoas sejam excluídas de suas esferas, através de práticas hierarquizadas, que só ascendem aquelas pessoas que manterão esse sistema funcionando. A maior parte das pessoas serão apenas replicadoras e mantedoras do sistema, sejam exploradas através de trabalhos, empregos com baixa remuneração, sejam submetidas as estruturas controle e sua dinâmica, resignadas ou não.

O povo se torna massa, quando mesmo que não queira, se submete as sandices dos grupos do poder, as incongruências dos partidocráticos. A submissão é aceitar uma estrutura que não foi feita pelo povo, onde o povo não tem representatividade e que o povo não reconhece como seu, mas tem como obrigação o manter, sem que condições mínimas de cidadania sejam constituídas e nem que as necessidades básicas sejam atendidas.
Sabemos que os processos assistencialistas não retiram as pessoas da condição de massa, mas ao contrário, criam grilhões psicológicos que mantém o povo como massa, submetido a mão que lhe molda. As pessoas transformadas em massa, manipuladas a exaustão, agora são espremidas como frutas até remover todo o suco que tenham, descartadas como bagaços sem memória, sem consciência.

Em muitos casos, partidocráticos e pessoas aduladoras do controle do Estado ficam extremamente excitadas e salivam, assim como os cachorros sadicamente machucados por Pavlov, ao ouvir as sinetas do assistencialismos que mantém o povo como massa. Há nisso um grande medo desses controladores totalitários de que o povo assuma o controle e dê ao conceito da democracia o seu sentido literal e direto, removendo definitivamente as pessoas defensoras dos partidos e do Estado como obstáculos que são a vida livre, sem opressão e exploração.

O fato de escrevermos esse texto é de fixá-lo como parte de um rompimento de nossa condição de massa, de suco e de bagaço descartado. Mas seria pretensão demais que apenas um pequeno texto realizasse algo dessa magnitude, em uma estrutura conservadora de exploração e opressão, assim, basta-nos apenas deixar esse registro para que as pessoas que ainda possuam alguma consciência critica possam usá-lo como base para a produção de mais materiais de rompimento e para construção de uma sociedade emancipada.

Unidas, lutamos!

A transformação politica do povo em massa e depois em suco.
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