Se trabalhar, me roubam no salário (se é que existe um justo), se recuso a trabalhar me prendem, batem em minhas irmãs e me obrigam a fazer o que não quero.

Até o meu querer é suposto.

Transformam-me em um alienado e em ajustam do jeito que querem. Cada dia aumenta o preço da comida, da roupa, dos remédios, dos transportes, mas não posso reclamar, posso ser demitida.

A policia não me defende, me reprime. Tenho deveres que não criei mas tenho que aceitá-los, vejo enormes casas, mas moro em um monte de papelão e tábuas, em cortiços, em lugares sem asfalto e nem esgoto, que enchem a cada chuva.

Se sou diferente, me descriminam por minha cor, por minha opção sexual, por não “ter”. Se quero um mínimo de dignidade, exigem que eu queira tudo, que tenha inveja e que seja infeliz por não ser aquela que elas querem.

Se penso em alternativas contrárias a esta sociedade sou taxada de louca e sonhadora e exigem que eu mude. Mas não adianta as maquiagens e as medidas extremas, a dor insuportável de ser roubada pela “democracia do capital”, enganada pelo “Estado de direito” e envenenada pela poluição “do progresso e tecnologia”, minha consciência tente a ser livre (por teimosia ou perseverança) e dizer que é possível mudar é já (nada devagar com querem).

É neste momento que toda autoridade treme e toda lei que gera desigualdade se esfarela, os preconceitos se tornam agudas facas e se voltam para suas donas e aquelas que mentem e enganam se tornam mudas. É que as pessoas voltam a serem vivas (ao invés de coisas) no amor e na liberdade, no respeito sem fronteiras e sem imposição.

Liberdade em todas as esferas da sociedade, anarquia já!
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