A compreensão, reconhecimento e respeito que a luta de emancipação das mulheres é delas se tornou o maior desafio para as pessoas homens.

Se até o fim do século XX, havia muitas pessoas masculinas que participavam nas organizações de luta das mulheres, o século XXI começa com um grande salto da luta das mulheres em assumirem todo o protagonismo de sua luta, formando fóruns, grupos de ação e resistência aos totalitarismos, machismo e patriarcado visando a emancipação das mulheres. Nesse contexto, as pessoas homens são portadoras ao nascer de um conjunto de privilégios (junto com o seu órgão genital… até que possa construir sua identidade conforme sua percepção da pessoa se sente ser), tornando pessoas opressoras e exploradoras, mesmo que algumas dessas pessoas homens não usem de suas prerrogativas conscientemente. Leva um tempo para sacar que a presença de pessoas homens na luta feminista direta não tem muita coerência e que ao contrário de avançar a luta feminista, a trava e a prejudica.

E por quê?

Porque as pessoas homens deixam de lutar contra o machismo e o patriarcado para polemizar sobre a “sua pretensa importância” na luta feminista, como pessoas “feministos” que são e que guiarão “as pessoas mulheres indefesas e desorientadas” e outros preconceitos que acreditam que a luta feminista tenha. O “feministo” não faz a sua lição de casa… mas fica pitacando no que não deveria.

Isso é MACHISMO enrustido, como também alegar que pessoas homens por não se envolverem diretamente e darem apenas suporte a luta feminina sejam “manginas” (mangina=homem com vagina, é um conceito que remete à uma “servidão/escravidão consentida” atribuída as pessoas homens identificadas como submissas as pessoas mulheres, muito usado por pessoas e grupos machistas).

Machismo enrustido na forma de trazer a prática de hierarquização da luta, como se a luta feminista sem a participação direta de pessoas homens seria uma inversão da relação de dominação, o que é uma grande bobagem e má-fé em entender a luta de emancipação das pessoas. A luta feminista nunca foi uma luta pelo controle e poder das mulheres, embora tenhamos algumas falas isoladas que apontam isso, influenciadas por discursos totalitários “marquisistas” (de Charles Marquis!); vemos também o processo de exploração e opressão econômica entre mulheres, o que significa simplesmente uma pessoa explorando e oprimindo outra pessoa, nada mais.

Não cabe aqui apontar quais os caminhos da luta de emancipação das mulheres, mas sim uma reflexão que essa luta possui uma dinâmica própria construída pelas próprias mulheres de forma que cabe aos “feministos” reduzirem sua testosterônica ansiedade em participar dessa luta.

Ainda mais, a maior contribuição dessas pessoas feministos é realmente promover ações diretas na cultura machista e patriarcal que se mantém cagando regras e as impondo através de sua violência corriqueira sobre todas as pessoas. Sabemos muito bem que a cultura machista tem assolado a sociedade através de sua prerrogativa impositiva de ameaças e violência a todas pessoas que se negam a se submeter a sua lógica de dominação.

Não podemos perpetuar o machismo e patriarcado, suas estruturas opressivas e nem levá-las aos movimentos de emancipação social diversos, conforme estavam acostumados.

Pessoas “feministos”, acordemos!

“Os feministos” na luta de emancipação das mulheres
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