Ocupar fábricas e campos é um caminho importante para o processo de emancipação das pessoas trabalhadoras.

Devemos atuar para que se multipliquem essas ações de tal forma que as pessoas oprimidas e exploradas assumam o controle total dos meios de produção nos campos e cidades. Isso é um passo importante para a construção da anarquia, da abolição do Estado e do patronato.

Não podemos entregar a gestão e o controle das ocupações para os
partidos ou para ideias de estatização.

O motivo é muito simples: lutamos para abolir o patronato. Uma vez isso feito, é contraditório entregar aquilo que conseguimos para o Estado (que
não deixa de ser um patrão). Um ou muitos, patrão é patrão, é exploração e
opressão, mesmo que este se diga ser “a ditadura do proletariado”.

A esquerda institucional não fará nada que rompa com o sistema que o sustenta, querem o controle do Estado e não o seu fim o que não resolve as
questões de exploração e opressão. Ou se rompe de vez com o Estado ou se
fracassa a revolução, não há um meio termo.

O processo de ocupação é um processo educativo, onde as pessoas trabalhadoras aprendem na prática o que sabem intuitivamente, que as
fábricas e campos são de quem produz, as riquezas também e devem ser
repartidas entre os produtivos, entre seres iguais e não para que algumas passem muito bem, como as pessoas empresárias, latifundiárias, patronais em geral e todas que se beneficiam com o modelo de desigualdade social que é o capitalismo e suas variações diversas como democracias, republicas, ditaduras etc.

Fazer não uma, mas milhares de ocupações é promover ação direta, autogestão que são instrumentos de libertação de nossa gente e não pode
ser um meio para reformistas que querem a estatização.

O anarcossindicalismo tem nas ocupações dos campos e fábricas, uma técnica de luta em prol da emancipação social. Avancemos! Na luta somos dignas e livres!

Ocupação das fábricas e campos: emancipação das pessoas trabalhadoras
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