Avaliando a situação, há os que entendem que só há um caminho, que seria fazer parte nessas organizações legais e institucionais (partidos, sindicatos, ongs, agências e projetos do Estado, etc), na esperança que nesse envolvimento, faríamos com que tenham uma posição mais revolucionária.

É a mais pura ilusão!

Não é com a nossa presença que vai assegurar a mudança de práticas politicas burguesas, do capitalismo, mas ao contrário, alimentamos as
estruturas que devemos combater e destruir. De fato, todas as vezes
que isso ocorre, o que vemos é uso de nossa influência moral para justificar
ações paliativas ou sermos acusadas de extremistas e causadoras de confusão.

Toda pessoa anarquista que se envereda por essa trilha, terá, mais cedo ou tarde, escolher a qual ideologia realmente estará vinculado.

Nossa prática é outra, não é sustentar o sistema, nem legitimá-lo e sim desenvolver a proposta de autogestão social que é uma mudança profunda no modelo parlamentar burguês.

E como se faz isso? Nossas maiores e bem sucedidas experiências foram com as organizações anarcossindicais no começo do século XX, pois ainda são fonte de nossa inspiração para luta. Recentemente foi traduzido do francês, um caderno de técnicas de lutas produzido pelo anarcossindicalismo francês, o qual ajudará e muito em nossas ações diretas. Ele está disponível para todas as pessoas oprimidas e exploradas na luta, entrem em contato.

Em todo espaço de trabalho é possível resgatar essa forma de luta direta, sem partidos, sem políticos, legitimado na força das pessoas trabalhadoras organizadas de forma autogestionária. Pequenas ações e intervenções locais vão fortalecendo está forma de atuar, educando nossas companheiras e nossa gente em que só elas podem agir por seus interesses e que são totalmente diferentes das ambições e ganâncias capitalistas.

Cientes que a organização é parte da luta, para desenvolvê-la sem os recursos necessários, temos a energia e a capacidade de criar as circunstâncias necessárias.

Não esperamos as condições ideais, as forjamos com a prática anarquista que nos orienta diante da voracidade do capital. Ação direta sempre por nossos ideais!

Nossa luta: anarcossindicalismo e anarquia já!
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