Ola pessoas, se já é difícil ser vivo, ser uma mulher a vida inteira está entre essas dificuldades.

Pode até se acostumar! O ser mulher é algo ainda muito duradouro pelos tabus sociais. Iniciada pela definição biológica, e no que resultou em pelo menos duas especialidades médicas bem específicas: ginecologia e obstetrícia … E há o chico todo mês com atrasos e adiantos.

Com o tempo, os calores da menopausa… as oscilações hormonais e tudo o mais! Além disso, ainda se carrega um estigma social que é uma maldição: a prestação de todo tipo de cuidados, trabalhos domésticos, trabalhos não remunerados, o ser mãe, o ser amante e todas as cargas mentais… vem ainda algumas pessoas religiosas, ou seu irmão, ou a sua mãe, e te fala que está impura durante a menstruação, se você se tocar é uma vagabunda; se se veste assim é oferecida, é prostituta… da espaço para ser espancada e assassinada, porque sempre é a culpa é da mulher pelo feminicídio e todas as violências que ocorrem contra elas.

É muito irônico e de fato detestável!!!

Disso, a construção de uma sociedade livre para todas as pessoas, a anarkafeminisma se fundamenta.

A luta da concepção anarkafeminisma é contra subordinação e opressão cultural de todas as mulheres, a promoção de relações não-hierárquicas entre as pessoas. O horizonte utópico é igual independentemente do sexo; O patriarcado é um inimigo, por ser o poder dos machos.

Muitos comportamentos que ocorrem por hábitos autoritários são baseados e perpetuados dentro da sociedade patriarcal. O patriarcado é identificado como um tipo de sociedade que coloca o homem no topo da pirâmide social, sempre de forma impositiva.

O poder, a autoridade, a dominação, a agressão… são traços associados à masculinidade machista e altamente valorizada no patriarcado.
O feminino, ligado as caraterísticas como a capacidade de carinho, empatia, sensibilidade, simplicidade, etc., é desvalorizada e motivo de fraqueza (?!) .

O público e a política (a rua, trabalho, estudos, comércio …) foram reservados para o homem prioritariamente ao longo do tempo; a esfera privada (família, casa, parentalidade, a amamentação, de modo relacionado com alegadas natureza) é o espaço marcado das mulheres, em pleno século XXI! Esse papel pré-atribuído às mulheres tendem ao condicionamento delas e uma subordinação na relações de genero aos homens, reforçando o patriarcado e o machismo.

Ter ciência de disso e partir do rompendo dessa relação de macho e fêmea, obter uma coexistência equivalente a um quadro sem dominação e exploração, em que ser o que queira ser não afeta nada socialmente e individualmente, com todos os efeitos práticos, daí começamos a deslumbrar o que seria uma sociedade anarquica, livre de fato para todas, sem rotulações e estereotipos.

A emancipação é um processo de acesso ao conhecimento e a organização de forma a romper com as imposições sociais do machismo, patriarcado e de todas formas de opressão e exploração.
Segue a luta, nela somos dignas e livres!
Mary Correia

Anarcafeminista
Tags:             

Deixe uma resposta