O INSTITUTO
O Instituto Parrhesia Erga Omnes, significa do grego liberdade de expressão e livre fala, Erga Omnes do latim tem o sentido de “para todos”. Fundada em setembro de 2011, a associação tem como objetivo trabalhar para a inclusão da população historicamente alijada dos seus direitos. Recebe da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul - AJURIS a Menção Honrosa por duas vezes 2013 e 2015 pelo destaque de Boas Práticas em Direitos Humanos. Em 2014 o Instituto mudou-se para a nova sede, localizada na Travessa dos Venezianos nº30, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre/RS, ampliando a atuação no espectro popular por meio de intervenções culturais e oficinas em instituições e bairros com música e debates.


O projeto Parrhesia em Movimento se articula via redes sociais, e ferramentas web, por uma comunicação popular que encurta distância e aproxima demandas em comum. Utilizando as culturas de resistência e uma linguagem pluralizada nos guetos, atuando na luta anti-cárcere, no que se refere a prisão de presos políticos e outras violações de direitos humanos que atentam contra a liberdade de expressão.
Neste mundo sem fronteiras o Parrhesia tem participação ativa em redes como Abong, Fórum Social Mundial, e Fórum de Mídia Livre, proporcionando participação nas edições FSM2015 na Tunísia, e FSM2016 no Canadá, aonde Lançamos e divulgamos a publicação: A Batalha da Escrita (disponível em 4 idiomas), livro que relata o histórico de lutas do Instituto desde o início dos anos 2 mil quando já se utilizava da liberdade de expressão para a reproduzir o contraditório de fatos nebulosos, e um outro lado da história de quem foi capa de jornal e destaque em páginas policiais com nome e imagem amplamente divulgado nas grandes mídias.
Bem como, o CD projeto CiNe MeDiOs liBreS pela Organização da Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada em parceria com o Instituto. Ambas publicações distribuídas e disponibilizadas de forma copyleft:
- https://drive.google.com/…/0B7T8CtCX6qb-Z2MyUVFRSmpxQlU/view
-https://drive.google.com/…/0B7T8CtCX6qb-QnpVOVFwR3ROV…/view…

Numa perspectiva de mutualidade das lutas, a itinerância também se fez a partir de uma unidade móvel da parrhesia radio web se deslocando por três regiões do estado do RS para apoiar a rede de parcerias ligadas a movimentos sociais, possibilitando promover trabalhos com a juventude, chamar a atenção para a condição de OSC criminalizadas entre movimentos sociais, internacionalizando campanhas pelas liberdades de Rafael Braga e Maurício Norambuena, Mumia Abu Jamal e Leonardo Peltier, e fortificando as ações junto a ocupações urbanas e Movimento Nacional da População de Rua - MNPR.
O Instituto atua com integrantes egressos do sistema prisional, e jovens que atuam no movimento da luta anti cárcere através das culturas de paz, como o hiphop. Conta também com “As mães da Parrhesia” desde o início das suas atividades.

O OCORRIDO EM 25/10/2017
Para a surpresa do Instituto, às 6 da manhã desta quarta feira, sua sede é violada pela Polícia Civil e pela mídia da RBS, fruto da mega operação da 1ª Delegacia de Polícia, cunhada como Érebo. Ocasião em que foram apreendidos 2 computadores, 1 notebook positivo i7, 2 HDd de 1 terra, 1 hd 500,1 hd 250, 4 pendrives, ata de fundação e estatuto, faixas do Instituto, cartão bancário, contrato de aluguel da sede, contrato de compra venda de carro, e materiais gráficos doados.
Érebo, nome escolhido pelo delegado Paulo César Jardim, tem a intenção de atribuir ao movimento anarquista como “obscuro ou sombrio”. Nota-se que até o nome dado a operação tem outra definição. pois conforme a mitologia Grega Érebo é um dos primeiros deuses (Deus Primordial). Colaborou com os Titãs a fim de libertar Gaia (Terra), no entanto foi aprisionado a traição por Nix aliada a Zeus e Hades. Na mesma mitologia Zeus liderou o olimpo, de forma extremamente injusta, voltado às suas vontades e interesses pessoais, semelhante a camarilha que defende o sistema financeiro capitalista, que dirige nosso pais.
A operação policial desencadeada na manhã de quarta, conforme notícias veiculadas na grande mídia induz que todas as organizações que tiveram suas casas e pertences apreendidos formariam uma imensa “quadrilha”, remontando histórias vistas nos filmes sobre as máfias italianas, realidade essa mais próxima do poder instituído (basta acessar os telejornais e acompanhar os vastos rombos ocasionados pela corrupção dos nossos mandatários) do que dessas frágeis e desunidas organizações, que atuam nas mais diversas esferas na seara dos direitos humanos e ambientais.
Por fim, avalia o Inquérito midiático policial, com provas como “faixas” e “panfletos”, materiais públicos na internet (2015), apreensão de garrafas pets, entre outras ferramentas lícitas, dentro do que se espera no estado de direito acordado pela Constituição Federal, os investigados já viraram culpados, seja pela polícia, seja pela grande mídia, responsável pela formação de opinião.
Por fim, nunca é demais reafirmar que esse Instituto, já com 6 anos, não é nada mais que um espaço de trabalho, realizando sim diversos encontros e parcerias, sendo completamente surpreendido pela injusta apreensão de seus materiais de labor, combinado pela visibilidade negativa gerada injustamente.

Instituto Parrhesia Erga Omnes
CNPJ 14.578.537/0001-48
Travessa dos Venezianos, n.30,
CEP 90050-370, fone 35736476

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