Na manhã do dia 25 de outubro de 2017, a Polícia Civil entrou na Ocupação Pandorga (rua Freitas e Castro, 191 - Azenha, Porto Alegre - RS),
agindo no exercício da operação EBROS - para desmanche de organizações anarquistas - alegando buscar drogas, armas e documentos. Sendo a Pandorga um espaço livre, autônomo e libertário, virou alvo!

O galpão foi invadido às 6h da manhã por policiais armados e SEM APRESENTAÇÃO DE MANDADO. Quando xs ocupantes do imóvel perguntaram pelo mesmo, os policiais leram trechos de um documento que disseram ser o mandado mas não permitiram que esse fosse lido pelos "acusados".

Toda a Operação da Policia Civil foi de extrema violência - da invasão às agressões físicas e psicológicas praticadas durante aproximadamente 2h e meia, em que os artistas, educadores e ativistas ficaram detidos na mira de armas, e boa parte do tempo obrigados a ficarem deitados no chão. Foram momentos de terror com armas em nossas cabeças!

As ameaças de extradição eram constantes nas falas e alguns estrangeiros foram mais cruelmente atacados devido a suas nacionalidades: um rapaz foi agredido e machucado no joelho ao se identificar como Colombiano.

A operação EREBOS apreendeu não só o computador de uso coletivo, mas o tablet de um colaborador, três celulares, pendrives, cartazes, livros, panfletos, fanzines, faixas, adesivos... Além dos materiais da oficina de serigrafia, do atelier coletivo e do nosso lixo seco.

SIM, LEVARAM NOSSO LIXO! Garrafas P.E.T., contendo sacolas e resíduos plásticos compactados para reciclagem, numa técnica conhecida como "eco-block", mas apontado pelos policiais como material para a fabricação de explosivos e coquetel molotov (mostrando, aliás, o claro despreparo da polícia).

Antes de saírem do local, os policiais arrumaram um cenário com faixas e cartazes julgados por eles como subversivos e então abriram as portas para uma equipe de TV, que aguardava do lado de fora. A captação realizada pela RBS TV foi usada por diversas emissoras, em reportagens cuja Ocupação Pandorga foi explicitamente associado a uma organização terrorista internacional , tendo sido o lixo seco reportado como bombas. Tais imagens e comentários criaram espanto e pânico junto à comunidade vizinha e insegurança para os ativistas, educadores e artistas que atendem solidariamente há mais de dois anos as crianças da Cabo Rocha (comunidade de origem quilombola, que encontra-se em situação de vulnerabilidade social e que vem sofrendo inúmeras perdas com a crescente gentrificação do Município).

Por favor, ajudem-nos a compartilhar esta mensagem, a fim de que a verdade dos fatos seja conhecida pelo maior número de pessoas! Todo o apoio neste momento é indispensável!

TENTAM DE TODAS AS FORMAS NOS REPRIMIR, COAGIR, APRISIONAR, CALAR...
MAS ESQUECERAM QUE SOMOS PANDORGA! VOAMOS ALTO!

( da página https://www.facebook.com/ocupapandorga/ )

#AvoaPandorga
Nossa Luta É Pra Valer!

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