Imprimir

Em todo o mundo as mulheres não têm o direito de decidir sobre questões importantes que afetam suas vidas. As mulheres sofrem vários tipos de opressão: a opressão generalizada sobre o povo e a opressão pelo sexismo e discriminação por razões de gênero.
Através da lavagem cerebral ideológica da religião, da propaganda e da educação fizeram as tradições culturais ossificarem a opressão. Manipulação através de ideias e zombaria dos sentimentos e sensibilidades das mulheres. Proliferação de conceitos patriarcais e de atitudes autoritárias e da mentalidade capitalista em todas as áreas.
Opressão do Estado representa a forma de organização hierárquica que ensina ações de cima para baixo na maioria das relações interpessoais, incluindo a chamada vida privada.

Exploração econômica que se expressa nos baixos salários do trabalho das mulheres.
Violência, patrocinada pela sociedade em todas as esferas, é indireta quando há coerção por causa da falta de opções e
direta quando a violência é física.
Falta de organização, a tirania das estruturas que inibem a
responsabilidade e geram apatia e inatividade. Todos esses fatores atuam em conjunto potencializando uns aos outros, tornando-se um círculo vicioso.
Não há nenhuma panaceia para quebrar o círculo, mas não significa que você não possa quebra-lo.
A ação anarcafeminista é uma questão de consciência, que faz trabalho de vigilância desaparecer. Os princípios de uma sociedade livre estão claros a nossa frente.
Anarcafeminismo significa independência e liberdade em condições de igualdade para pessoas de todos os gêneros. Na organização e na vida social, onde ninguém é superior ou inferior a ninguém e estamos todas no mesmo nível, todas as pessoas, em todos os níveis da vida social, mesmo privada.
A ação anarcafeminista implica que nós, mulheres, decidamos por nós mesmas e assumamos o controle de nossos próprios problemas, questões pessoais individualmente e em conjunto com outras mulheres em questões comuns. Em questões que afetem a todas as pessoas, que se prevaleça condições iguais de participação. Somos capazes de decidir sobre nossos próprios corpos, em todos os aspectos que têm a ver com a contracepção e nascimento de crianças. A luta contra a dominação masculina deve ser dada em um sentido individual e coletivo, para acabarem com as atitudes de propriedade, leis de repressão e controle sobre nós, mulheres; buscamos a independência e a autonomia econômica e social. Devemos promover centros de apoio mutua, oficinas, grupos de estudo e discussão, atividades culturais de mulheres para mulheres, etc., sobre gestão feminina. A família nuclear tradicional patriarcal deve ser substituída por uma associação livre de todas as pessoas, com base na igualdade de direitos para decidir e respeito
à autonomia e à integridade pessoal. Estereótipos de gênero na educação, na mídia e no local de trabalho deverão ser abolidos. Uma medida adequada é o compartilhamento dos trabalhos diários, da educação e da vida doméstica.
A estrutura da vida profissional deve ser mudada radicalmente, repensando o tempo de trabalho, numa processo de cooperação tanto em casa como no trabalho. A diferença entre o trabalho de homens e trabalho das mulheres deve ser abolida. O acolhimento de crianças devem envolver todas as pessoas da sociedade. Não é o poder feminino ou mulheres governantes que conduzirão a maioria das mulheres a seus objetivos, mas com a abolição da opressão. As pessoas marxistas, feministas liberais e burguesas se perdem na luta pela libertação das mulheres, pois para a maioria das mulheres não haverá feminismo sem o anarquismo. Em outras palavras, o anarcofeminismo não é um símbolo do poder feminino ou de mulheres governantes, mas representa a organização sem poder e sem governantes.
Devemos começar hoje a nos projetar para além da opressão diária e fazer algo para quebrar o sistema opressivo aqui e agora. Devemos agir de forma autônoma, sem delegar a quaisquer pessoas líderes, o direito de decidir o que queremos e o que fazemos: nós tomamos decisões para nós mesmas em todos
os assuntos que nos dizem respeito pessoal e de nossas irmãs.
A dupla opressão das mulheres exige uma dupla luta e uma dupla organização: por um lado, no movimento feminista e a outra nas organizações anarquistas. As anarcafeministas são a combinação dessa dupla organização. Um anarquismo sério é feminista ou não o será. São anarcafeministas que garantem esse caráter no anarquismo. Não haverá anarquismo sem feminismo. A ideia de que
a mudança deverá começar hoje e não no futuro ou após a revolução é um ponto central para o anarco-feminismo, sem mas.

0
0
0
s2smodern
powered by social2s