A Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil diante da operação policial Érebo contra anarquistas na Região do Rio Grande do Sul vem afirmar o direito e a liberdade humanos dos explorados e oprimidos se auto organizarem economicamente, socialmente e politicamente.

O pensamento e a prática anarquistas não são crimes. Os indivíduos, coletivos e organizações anarquistas não podem ser criminalizados pelo Estado Brasileiro com base em sua escolha cultural, filosófica, social e econômica: o anarquismo.

Denunciamos ao mundo a tentativa de perseguir e criminalizar mais uma vez a livre expressão e a organização anarquistas no Brasil como já ocorrido no século vinte com as leis Adolfo Gordo (7 de janeiro de 1907) e Lei de Segurança Nacional (4 de abril de 1935) atualizada em 14 de dezembro de 1983 e em vigência. E aprimoradas nos dias de hoje com as leis do terrorismo (16 de março de 2016) e lei do crime organizado (2 de agosto de 2013).

Anarquistas, movimentos sociais e movimentos populares são alvo de infiltrações policiais, forja de provas, peças processuais ficcionais e investigações infundadas pois não partem de fatos e sim de ignorância, preconceitos, e as vezes de perseguição política e ideológica.

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O INSTITUTO
O Instituto Parrhesia Erga Omnes, significa do grego liberdade de expressão e livre fala, Erga Omnes do latim tem o sentido de “para todos”. Fundada em setembro de 2011, a associação tem como objetivo trabalhar para a inclusão da população historicamente alijada dos seus direitos. Recebe da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul - AJURIS a Menção Honrosa por duas vezes 2013 e 2015 pelo destaque de Boas Práticas em Direitos Humanos. Em 2014 o Instituto mudou-se para a nova sede, localizada na Travessa dos Venezianos nº30, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre/RS, ampliando a atuação no espectro popular por meio de intervenções culturais e oficinas em instituições e bairros com música e debates.

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Na manhã do dia 25 de outubro de 2017, a Polícia Civil entrou na Ocupação Pandorga (rua Freitas e Castro, 191 - Azenha, Porto Alegre - RS),
agindo no exercício da operação EBROS - para desmanche de organizações anarquistas - alegando buscar drogas, armas e documentos. Sendo a Pandorga um espaço livre, autônomo e libertário, virou alvo!

O galpão foi invadido às 6h da manhã por policiais armados e SEM APRESENTAÇÃO DE MANDADO. Quando xs ocupantes do imóvel perguntaram pelo mesmo, os policiais leram trechos de um documento que disseram ser o mandado mas não permitiram que esse fosse lido pelos "acusados".

Toda a Operação da Policia Civil foi de extrema violência - da invasão às agressões físicas e psicológicas praticadas durante aproximadamente 2h e meia, em que os artistas, educadores e ativistas ficaram detidos na mira de armas, e boa parte do tempo obrigados a ficarem deitados no chão. Foram momentos de terror com armas em nossas cabeças!

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(25/10) a Polícia Civil Gaúcha cumpriu em Porto Alegre e na região metropolitana uma dezena de mandados de busca e apreensão em espaços libertários e casas de indivíduos que identificaram como anarquistas. Os mandados são parte de uma investigação que está acontecendo há mais de um ano. Entendemos que não é coincidência que essa ação da polícia seja deflagrada apenas dois dias antes da 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

 

Em virtude desse contexto de repressão e perseguição a grupos e indivíduos anarquistas decidimos cancelar a a Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre deste ano. Desaparecemos, abaixo dos radares, somente para reaparecer noutro ponto sem deixar de construir espaços e momentos de liberdade. O mapa não é o território, e para isso o Estado e o Capital são míopes.

 

Não nos surpreende que a polícia esteja iniciando uma campanha que culpa por associação pois não possui nenhuma evidência. É o papel da polícia incriminar e forjar provas. Nas manchetes, livros anarquistas, faixas e cartazes são as “provas do crime”. Isso torna explícito que qualquer expressão que não se submeta ao Estado será criminalizada e que não há liberdade na democracia e no sistema capitalista. Essa liberdade, de fato, nunca existiu sob nenhum governo, a não ser como uma mera ilusão a ser dissipada assim que não fosse mais conveniente aos interesses do capital. É o que acontece agora em diversos países, com o crescimento da repressão, do fascismo, da xenofobia.

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LIberdade para todas as pessoas presas!

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Piotr Riabov (Пётр Рябов), um dos mais notórios historiadores do anarquismo na Rússia, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Pedagogia de Moscou, autor de livros, foi preso hoje por causa de uma palestra sobre a história do movimento anarquista. Ele foi sentenciado a seis dias de prisão e entrou em greve de fome.
A prisão ocorreu em 9 de outubro em Bielorússia, para onde Riabov viajou para palestrar. A polícia invadiu a palestra e prendeu o historiador e a mais de vinte pessoas que vieram para a palestra. Todos foram levados à delegacia e interrogados. Polícia apreendeu os livros e outros materiais impressos que Riabov ia usar durante a palestra. Naquele dia, todos foram liberados após os interrogatórios.

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