(texto origina em A-Info 71)

Milhares de anos consumindo carne para descobrirmos que ela não é mais necessária e pelo contrário, estamos no momento de repensar sua importância de fato e que papel desempenha na sociedade de consumo, uma vez que ela se tornou não um elemento de necessidade e sim de desejo e prazer que está afeta diretamente a vida de milhares de seres não humanos condicionados a uma estrutura de assassinato em série para manter algo que não é mais necessário.
Milhares de anos no oriente que há relatos do vegetarianismo, sem afetar as pessoas dessa região. Boa parte dessa população possuem indicadores positivos de saúde devido a sua alimentação vegetariana.


É atualmente muito revolucionário conceber uma alimentação vegana em grande escala, uma vez que atenderia as necessidades alimentares populacionais de forma direta e de forma a conservar grandes áreas verdes.
A produção de carne é custosa, destruidora e não atende de fato a todas as pessoas.
A manutenção do processo de conservação dos cadáveres assassinados em série pela indústria da carne gera efeitos colaterais que tendem a distúrbios hormonais a tumores cancerígenos estimulados por processos químicos feitos para mascarar e adiar a putrefação iniciada com o brutal assassinato dos animais. Os animais são sujeitos em vida a sistemáticas cargas de hormônios e antibióticos, remédios e anabolizantes que estimulem maior crescimento em um curto período de tempo e isso tudo fica na carne que chega aos prato de milhões de pessoas.
Essas milhões de pessoas estão muito expostas, com muito pouca informação ou uma informação maquiada para não suscitar desconfianças sobre a qualidade e a segurança dessas carnes. Pesquisas arranjadas, pagas pela indústria serial killer de animais, tem abafado até agora todas as contestações e promovido uma inversão de prioridade no consumo das proteínas de origem animal como algo supostamente imprescindível na mesa de qualquer pessoa, um senso comum superficial, coisa que pessoas vegetarianas e veganas mostram o contrário e tem derrubado esse senso comum sobre a “importância da carne”.
Não só!
Surgem novas práticas de produção agrícola, onde tecnologia e conhecimento direto de produção estão mostrando que existe um potencial enorme de crescimento em produzir de forma sustentável uma gama variada de produtos de origem vegetal, reduzindo as práticas de destruição, intoxicação e esterilização em massa do agrobusiness global, freando o processo de corporativização das grandes multinacionais do ramo (Cargill, Monsanto, Bayer, JBS (da J&F), Nestlé,etc).
Para muito mais, a luta vegana é a luta pela emancipação de todas as espécies, seres vivas. Há uma preocupação que ultrapassa a questão alimentar ou do consumo simples.
Um processo de emancipação necessita de novas formas de atuar, ferramentas que serviram para o rompimento e construção de uma sociedade orientada em não oprimir, não explorar.
Só a luta nos torna pessoas dignas e livres!

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