O trabalho de Sísifo está apresentado na construção de uma nova estrutura sindical livre e combativa e internacional.

Sabemos o quão importante é isso para a organização de estruturas não só capazes de reunir e expressar as necessidades urgentes das pessoas oprimidas e exploradas, como articular projetos, ações de emancipação de forma mais ampla possível. 

O entendimento de que nossa luta como um processo de emancipação e que cada pequena base, cada pequena ação nesse sentido é muito importante e que ao ecoarem de forma a se unirem, amplificam a força das ações, tornam a anarquia como proposta de organização um fato importante para todas as pessoas trabalhadoras.

Organização feita por pessoas, com todas as perspectivas e potenciais que poderão alavancar as lutas, o enfrentamento aberto e franco das questões que algo dessa magnitude comporta é a forma mais coerente com o que a anarquia orienta em sua dinâmica de liberdade com responsabilidade.

Das palavras portentosas que já foram escritas nadas mais acrescentaremos poque agora é o tempo das ações diretas, das convicções  libertárias e emancipatórias, da anarquia florescer de forma encorpada e generosa com sempre foi, das sementes do amor, da alegria e da justiça, a luta da anarquia se manterá a cada geração mais vibrante e atualizada, um desafio aceito para todas que entendem a profundidade da anarquia como prática constante de liberdade e respeito coletivo, social e de cada pessoa.

A obra de nossa emancipação sempre foi e será nossa responsabilidade e de mais ninguém!

Do jornal A-Info 80

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Num processo revolucionário, as pessoas investigam associações livres pelas perspectivas que anarquia atendem. As assembléias livres sempre tenderão a ser uma referência. 

A pessoa anarquista revolucionária estará unida e expressará da melhor forma possível as práticas e metodologias anarquicas. Por exemplo, o problema econômico da livre associação dos municípios deve encontrar sua plena expressão pela criação de cooperativas de produção e consumo, cujas uniões livres seriam as promotoras.

É através uniões livres, durante o desenvolvimento da revolução social, a forma como as pessoas assumirão diretamente toda herança social: terras, florestas, fábricas, ferrovias e transporte marítimo, etc., então, reagrupando-se de acordo com seus interesses, afinidades ou ideais comuns, elas construirão sua vida social/coletiva de maneira mais variada e adaptada às suas necessidades e desejos.

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Video para hoje ...

 

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Texto inteiro no A-Info 82

Como anarquista revolucionário, participei da vida do povo ucraniano durante a revolução. As pessoas instintivamente sentiram através de sua atividade a demanda vital de idéias anarquistas e também sofreram seu trágico destino. Eu conheci constantemente, as mesmas dificuldades dramáticas desta luta coletiva, mas muitas vezes eu encontrei-me incapaz de entender e, portanto, formular as exigências do momento. No geral, eu pego rapidamente e percebi claramente o propósito dos meus colegas e eu, foi que nós fomos chamados a lutar diretamente assimilado pelas massas que lutaram pela liberdade e independência do indivíduo e de toda a humanidade .

A experiência da luta prática fortaleceu minha convicção de que o anarquismo ensina o homem de maneira viva. É um ensinamento tão revolucionário quanto a vida é igualmente variada e poderosa em suas manifestações que a vida criativa do homem e, de fato, se identificar com ele.

Como um anarquista revolucionário, e enquanto eu tenho um vínculo com essa classificação, eu vou chamá-lo, irmão humilhados, lutar para a realização do ideal anarquista. De fato, somente para esta luta pela liberdade, igualdade e solidariedade você entenderá o anarquismo.

Anarquismo existe, portanto, naturalmente em humanos: o historicamente emancipar psicologia servil - artificialmente adquirida - e ajuda-lo se tornar um lutador consciente contra a escravidão em todas as suas formas. É nisso que o anarquismo é revolucionário.

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A infraestrutura da devastação na região Sul Americana (IIRSA)

MUITOS POVOS, comunidades e localidades rurais no mundo hoje estão enfrentando um dos panoramas sociais e ambientais mais complexos jamais antes evidenciados. As consequências da industrialização do planeta fazem-se visíveis diariamente na vida de milhões de seres humanos. A mudança climática, a seca, a erosão dos solos, a diminuição do oxigeno nos mares, o derretimento dos glaciares, o desmatamento, o avance da desertificação, a devastação sem freio mega mineira, são o resultado de mais de 200 anos de extração sistemática, intensa, irracional e ilimitada dos “recursos da Terra”.  Estragos que hoje se manifestam com a desaparição de espécies animais e vegetais, e com a destruição de nossa Terra, quem nos dá a vida. 

Cada dia, as pessoas que habitamos os campos, os montes ou as mares, olhamos, escutamos e sabemos como se derrama petróleo num porto, como se pulei as águas de todo um rio com cianureto, como se inundam milhares de hectares de bosque nativo para gerar energia. Ao mesmo tempo ouvimos e informamo-nos da grande quantidade de megaprojetos que continuam sendo aprovados para se executar, ou das centenas de iniciativas que estão numa pasta na espera da sua aprovação, na América Latina toda. Então, perguntamo-nos, como é possível que os que “representam”, sabendo das consequências da destruição e da morte que ocasiona a industrialização, continuem implantando essas iniciativas que aumentam e aceleram a extração de recursos nas costas da vida?

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(Angelo Soave, pessoa militante que se destacou na coordenação da anarquia em Campinas no período referido do texto)

Original do jornal A-Info 82

Desde o começo de julho 1917, uma greve de enormes proporções ocorria na capital, São Paulo e em Campinas, através da solidariedade entre as pessoas oprimidas e exploradas, foi decretada uma paralisação em apoio ao que ocorria na capital e com as demandas locais, como aumento de de 20% e pagamentos regulares de 15 em 15 dias. As informações chegavam pelos trilhos de trens, através das pessoas ferroviárias envolvidas com os sindicatos livres, de orientação anarquista.

Lembremos que estamos escrevendo sobre um momento temporal em que as pessoas trabalhadoras não tinham nenhuma garantia e nem regulamentação trabalhista; que as organizações dessas pessoas eram vistas como criminosas e o fato se dizer sindicalizadas ou anarquistas era motivo de prisão.

As paralisações ocorreram nos dias 15 e 16 de julho, onde algumas pessoas foram presas e seriam levadas para a capital, de onde poderiam sofrer as mais variadas penalidades, de prisões e torturas arbitrárias até a deportação e assassinato, conforme a avaliação da repressão da republica brasileira (conhecida por República Velha ou Café com Leite), gerida pelo empresariado agricola/cafeicultor. A organização local das trabalhadoras cientes dessa terrivel situação, programaram uma ação direta contra o trem que transportaria as pessoas detidas para São Paulo. Essa ação direta ocorreu no que era chamada Porteira da Capivara e que ficava alguns quilometros a frente da estação ferroviária de Campinas. A idéia era obstruir os trilhos de trem e forçar a parada do trem e pressionar para que as pessoas detidas fossem liberadas.

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VOTE NULO/NÃO VOTE – POR UM SINDICALISMO LIVRE NA QUESTÃO ECONOMICA E COM A ANARQUIA COMO POLÍTICA DE BASE, SEM ENROLAÇÃO, SEM ESTADO, SEM PARTIDOS, PORQUE SOMOS RESPONSÁVEIS E QUEREMOS AUTOGERIR NOSSO LAR, NOSSO TRABALHO, NOSSA EDUCAÇÃO, SEM INTERVENÇÃO DE GRUPOS/CLASSES PARASITAS, EXPLORADORAS E OPRESSORAS!

O voto no Brasil é uma obrigação, uma imposição, com sanções e multas para quem foge desse obrigação, que algumas pessoas se iludem por chamar “direito ou compromisso” de cidadania. Isso não é um gesto cidadão porque não há consciência  nenhuma no processo eleitoral, apenas uma estatistica para quantificar  a aceitação do sistema politico, não há nenhuma qualidade envolvida nesse processo. 

No que consiste a campanha de voto nulo para nossa gente anarquista?

O voto nulo não é mais um protesto para gente, já faz parte de nossas lutas que buscam bem estar e liberdade. Vamos além do voto, nossa política não é parlamentarista, não apoiamos nenhum partido e nem fazemos voto útil com “medinho” que algum grupo de totalitárias assumam o poder politico e nos persigam... isso já acontece, então acordem, organizem e lutem contra as opressoras e  as explorações!

Entender a importância de parar o sistema econômico-político capitalista, porque ele é agente direto das desigualdade sociais, das opressões e explorações. 

Um mundo de anarquia é possível sim e para todas as pessoas! 

Texto completo no jornal anarquista A-Info 82

 

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Organizar, lutar, resistir: 1º de Maio de 2018.

A democracia Capitalista é o governo das elites do poder econômico associadas ao poder político-militar.

A liberdade na democracia capitalista é secundária e está fundada em algumas “miragens” sociopolíticas e “determinações” econômicas. A liberdade na democracia é para as elites e não para a gente trabalhadora.

Uma das “miragens” sociopolíticas correspondem a nos fazer acreditar que participando com o voto em eleições podemos escolher alguém que governará para o bem de todos naquele território que eles chamam de país. Estes homens e mulheres comuns nos quais parte de nós deposita confiança e respeito, prometem, e nunca cumprem: promover e realizar o bem-estar para todos.  A segunda das “miragens” sociopolíticas corresponde a nos fazer acreditar que apenas e somente o Estado é o único que pode manter e organizar a sociedade. Pergunte a você mesma se isto se comprova na história e nos dias atuais.

Uma das determinações econômicas é que a inciativa individual aliada ao trabalho árduo te levará a uma vida de riqueza para ser gozada por você e os seus. A segunda das determinações é que a propriedade privada hereditária é um direito natural. Cabe perguntar, fazer exame de si ou de outrem para constatar quem enriqueceu sem explorar o trabalho de outros. Cabe ainda perguntar se sempre houve propriedade privada hereditária. Ou, ainda, como se conseguiu obter a propriedade privada?

A combinação de “miragens” sociopolíticas e “determinações” econômicas são embaladas como produto de consumo barato encontrado em prateleiras de TV’s, Jornais, Revistas, Redes Sociais na Internet onde você é ao mesmo tempo a moeda e a mercadoria. Ao fim e ao cabo você não escolhe, é sim escolhida e comercializada.

Neste dia das pessoas trabalhadoras, nesse primeiro de maio é preciso perguntar a si mesma se você elegendo governantes ou se permitindo explorar por um patrão faz a sua vida melhor a cada dia, a cada mês, a cada ano?

Por que temos de trabalhar tanto para pagar tantas contas?

Por que os patrões, que nos exploram, vivem bem e nós mal temos o que comer?

Não são apenas os políticos e os patrões que nos enganam e roubam com a proteção dada pelos militares. Dentro da classe trabalhadora há traidores da classe que entraram nas nossas organizações de defesa e apoio dos trabalhadores:  os sindicatos. E usam nossas organizações sindicais como um modo de vida. Eles se tornaram uma elite sindical e hoje também nos tratam como moeda e mercadoria.

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