As abstrações humanas podem mover a um sujeito a se retrair, a olhar inclusive a épocas passadas, e o Homo nostálgico, pode ver com agrado o tempo em que se pendurava nas árvores, quando disputava um frango, ou nadava no charco. Outros se enveredam por um futuro incerto, e compondo um Homo positivista se dedicam ao culto do progresso continuo, a uma civilização cujos cimentos são compostos com sangues e ossos. Este sujeito acredita que o mundo que imagina seja o melhor possível, e a sua chegada é inevitável. Faz orgulhoso disso e zelador desse projeto, mantendo seu charco, seu lodo e sua arvore, tanto como o outro faz com sua quimera, sua expectativa e sua industria. O problema é  quando o homem não está contente em ser criador de seu próprio mundo, de suas fantasias e suas ilusões; não se conforma com isso e além disso, compartilha sua insegurança e seus medos com os outros.
Mas, o que tem de ruim nisso?
Assim que é possível, todos queremos compartilhar nossas conclusões, comparar com as dos demais e ver quanto isso se confere com o mundo exterior... O problema surge quando esse processo não se realiza de forma voluntária, e existem muitas formas da voluntariedade seja interferida ou subjugada. Aqui abordarei apenas três: Uma delas é clássica, a saber, mediante força bruta: um porrete na cabeça, a baioneta nas tripas ou a bomba atômica sobre as cabeças... Tudo isso move a gente tomar decisões que voluntariamente, livre de pressões do meio, não tomaria.

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Um movimento revolucionário que não aborda a realidade dos habitantes originais da terra é um movimento fadado ao fracasso.
Acreditamos que uma das razões que os movimentos revolucionários passados falharam miseravelmente em suas tentativas de criar uma sociedade igualitária e livre é que eles têm não tratado adequadamente as questões relativas ao direito dos povos indígenas à soberania ou à autodeterminação.
Movimentos que não tentam construir relações igualitárias com as comunidades indígenas e não apoiam suas lutas por autonomia nunca terão o apoio dessas comunidades. Na verdade, se um movimento supostamente “revolucionário” não aborda a questão da descolonização, ele provavelmente só contribui para a marginalização dos povos nativos e transforma-os em inimigos.
Movimentos estatistas têm sido genocidas em sua prática em relação às populações indígenas. Estes movimentos consideram povos indígenas como coisas “pré-capitalistas” que se interpõem no caminho da evolução socialista e do progresso industrial. As condições enfrentadas pelos povos indígenas sob os governos revolucionários e comunistas na Rússia, China, Vietnam, Nicarágua, Peru, Colômbia e em outros lugares têm divergido muito minimamente das condições opressivas que enfrentam sob os governos capitalistas.

Para texto completo, acesse o jornal A-Info 74 aqui, boa leitura!

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Não há ideologia “anarquista verde” ou “anarco-primitivista”, isso é um fato!
Anarquistas são definidas essencialmente pelo desejo e pelas ações em direção a um modo de vida que é definido pelo que não está presente.
Anarquia significa essencialmente “antiautoritária”, e como é fácil de ver, isso significa coisas diferentes.
Não há uma visão ‘anarquista’ única.
Os “ismos” utilizados por nossos materiais são somente para razões convencionais, para se identificar com uma crítica maior.
Anarquistas são aquelas que procuram um mundo livre de dominação e de hierarquias: o que significa a abolição de todos os poderes do Estado. O prefixo ‘verde’ aponta para a extensão dessas estruturas autoritárias, ou seja, aponta mais para a tecnologia, o industrialismo e a própria civilização (embora estas três categorias não se apliquem a todas as anarquistas verdes, veja a seguir mais informações sobre as várias vertentes).

Texto completo no jornal anarquista A-Info 74

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É importante ampliar nossa compreensão entre anarquia e anarquismo.
Questão trivial ou semântica?  Não!
Atualmente não é apenas uma intepretação, acarreta em ações diretas Y ou X ou Z.
O anarquismo é uma referência histórica do qual se extrai inspirações, lições e fatos. Se tornou muito sistemático, fixo e perigosamente ideológico – tudo o que a anarquia não é.
Contestatoriamente, a anarquia é menos uma orientação social/política/filosófica do anarquismo e mais a ver com aquelas que se identificam como pessoas anarquistas, sem entrar em um efemero estilo de vida, garantido pelo mercado ou uma marca hipster (uma alternativa moderna e domesticada).
Sem dúvida, muitos de nossas “personalidades” anarquistas ficariam desapontadas por esta tendência em solidificar/cristalizar algo que deveria estar sempre fluindo, ser dinâmico. As primeiras pessoas que se identificaram como anarquistas (Proudhon, Bakunin, Berkman, Goldman, Malatesta e outros) respondiam a seus contextos específicos com suas próprias motivações e desejos específicos.

O texto completo no jornal anarquista A-Info 74

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O anticonsumo é um movimento antinômico em relação ao hiperconsumo atual. Não se busca com isso uma intersecção em favor de uma sintese harmoniosa, num consumo equilibrado, ou seja, é para ir além do reformismo placebo do “capitalismo verde”.
O fato da necessidade de consumo para a manutenção da vida de todas as criaturas é um desafio imenso e já há as condições racionais para enfrenta-lo.
Sim! Ainda temos ferramentas tecnologias sustentáveis que asseguram produções de forma equilibrada e que atenda as necessidade básicas e simples de todas as criaturas. Nosso discurso é de inclusão de criaturas que até então são vistas como parte da cadeia de consumo, os animais criados para o hiperconsumo da criatura humana.

Continua no jornal A-Info 74, agradecemos!

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Há muitas coisas para falar, mas iremos pelo mais urgente.

O 25 de outubro começou uma perseguição anti-anarquista contra a FAG, o Parhesia, a ocupação Pandorga e algumas individualidades que tiveram espaços e moradias invadidas pela polícia. Se não toda, provavelmente uma boa parte da diversidade anarquista foi atingida e várixs deles se pronunciaram desde suas concordâncias, com firmeza, diante da repressão.

E isso é vento fresco que fortalece a todo aquele que se sinta em sedição.

Fica evidente que a mira dos agentes da repressão também aponta contra nós, contra as publicações que fizemos ou nas quais participamos. E é sobre isso que vamos a nos pronunciar. A cronologia da Confrontação Anárquica, tanto aquela que recolhe informação desde o 2000 até o 2015, quanto aquela que recolhe o acionar anárquico do 2016, são os livros que estão exibindo como “provas” de vandalismo, ataques, e atos criminosos.

Dentre as múltiplas formas de procurar a liberdade que tem o anarquismo, esses livros falam da informalidade anárquica como um opção de acordo com o rosto da dominação atual. Ainda mais, esclarecemos que estes livros falam de ações que não são anarquistas só. O foco dos livros é a difusão de ações anárquicas. Para ser mais precisos, se difundem ações nas quais nós sentimos o aroma da anarquia. E entre o anarquismo e a anarquia há diferenças que podem ser delicadas mas que são importantes.

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A Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil diante da operação policial Érebo contra anarquistas na Região do Rio Grande do Sul vem afirmar o direito e a liberdade humanos dos explorados e oprimidos se auto organizarem economicamente, socialmente e politicamente.

 

O pensamento e a prática anarquistas não são crimes. Os indivíduos, coletivos e organizações anarquistas não podem ser criminalizados pelo Estado Brasileiro com base em sua escolha cultural, filosófica, social e econômica: o anarquismo.

 

Denunciamos ao mundo a tentativa de perseguir e criminalizar mais uma vez a livre expressão e a organização anarquistas no Brasil como já ocorrido no século vinte com as leis Adolfo Gordo (7 de janeiro de 1907) e Lei de Segurança Nacional (4 de abril de 1935) atualizada em 14 de dezembro de 1983 e em vigência. E aprimoradas nos dias de hoje com as leis do terrorismo (16 de março de 2016) e lei do crime organizado (2 de agosto de 2013).

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O que se busca em último extremo é controlar as fontes de energia, humanas ou naturais, com vistas em conseguir privilégios, prestígios, mais Poder, ou acumulação de riqueza. É algo que embriaga a todas!
Não acredite que isso se mantém somente de fuzis e baionetas. Está no dinheiro. Está na ideia de Deus ou de Pátria. Está no despacho da pessoa Diretora de uma empresa. Está nos lugares insignificantes. Cada vez que alguém se relaciona com outra pessoa pode existir Poder, intenção de obrigar uma outra pessoa a que faça o que Eu quero apesar que não lhe apeteça. Mas isso é pouco coisa, não há satisfação se a relação se dá entre criaturas iguais, a maior parte das vezes haverá um dialogo e livre acordo..., e poder até ignorar o Poder.
E isso preocupa o Poder.
Necessita de hierarquia, mando, meios de repressão, desigualdade.

Texto inteiro na revista anarquista Aurora Obreira 79

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