Qualquer federação anarquista é resultado da necessidade de união de forças para a luta e ação direta. Seu objetivo não é disciplinar ninguém, mas através do apoio mútuo e o compromisso com os conceitos anarquistas, gerar um acordo federativo, com interesses e ações onde todas possam se envolver. É um exercício de cultura social que mostra formas de relações entre pessoas pautadas em apoio mutuo, liberdade, autogestão e bem estar de cada pessoa e geral.
Isso é bem diferente de formar uma organização rigorosa e disciplinada, com um código rígido. Isso “acorrenta” o dinamismo e flexibilidade anarquista e torna a anarquia, um partido político!
Como “partido”, copiam sua linguagem, seus maneirismos, sua lógica (maioria versus minoria, votação, quadros, frentes, inserção e alianças para obter vantagens políticas para o movimento, como se isso fosse preciso), querem atuar dentro das instâncias oficiais, legais e estatais, mesmo que neguem, ou seja, uma antinomia e um paradoxo (como escreveu Proudhon).
A anarquia é rebelde, é insubmissão, querer disciplinar a rebeldia é tirar dela sua vitalidade, sua energia, suas características essenciais como pensamento de atitude direta e emancipadora.
Mas é preciso um compromisso coletivo em uma federação para que não se torne um algo solto demais, existem pontos importantes que todas aceitam como proposta comum de uma iniciativa federalista.
Quem institui isso? Não é outra federação, não é um grupo, não é uma linha de pensamento apenas, mas o conjunto todo, reunido com as armas abaixadas ou miradas contra inimigos comuns.

Acesse aqui para o texto completo na revista anarquista Aurora Obreira nº 82

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