PORTUGUÊS (em ESPANHOL)

 

Organizado pela Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil (IFA-Brasil) com apoio da Internacional de Federações Anarquistas, a qual pertencem, se celebrou em Campinas a primeira reunião da CRIFA (Comissão de Relacões da IFA) que teve lugar em Latino América, e o III Fórum Geral Anarquista (FGA) em Brasil.

 

Nos dias 14 e 15 de junho, em um excelente ambiente fraterno, com a participação de todas as Federações que acutalmente integran a Internacional em Latino América y varias mais chegadas desde Europa, se desenvolveram os trabalhos e deliberações próprios das CRIFA, mas com uma caracteristica especial: era a primeira vez que se organizava em Latino América desde o nascimento da IFA tendo especial relevância os temas que les eram próprios. Também ocorreu reuniões específicas das Federações de latinoamericanas para melhorar seus trabalhos em comum, estreitar suas relações e programar projetos e campanhas comuns en questões que afetam especialmente a sua região, assim como superar os complexos problemas derivados das enormes distâncias que os separam geograficamente. Al final da CRIFA se aprovou uma nota de apoio aos anarquistas e ao povo venezuelano que passam por momentos de sério conflicto interno.

 

Em 16, 17 e 18, e com formato aberto à participação de indivíduos e grupos externos, realizou o III Fórum Geral Anarquista. Repleto de conferências, debates e atividades culturais, em um ambiente igualmente fraterno e colaborativo, contando com anfitriões excepcionais: Fenikso Nigra, coletivo local da IFA-Br em Campinas. O espaço, uma associação de bairro em que eles colaboram, foi perfeito para o desenvolvimento do Fórum. Contaram com espaço para crianças, um salão para grandes eventos, uma cozinha, chuveiros, alguns vizitantes internacionais puderam e, especialmente, companheiros e companheiras que, ajudavam em comissões de trabalho organizadas para vários trabalhos relacionados, uma lição de como fazer e solidariedade. Os membros presidente e outros vizinhos da associação participaram de diversos debates e compartilharam dos momentos de lazer, agradavelmente surpresos que o comportamento e as palavras de anarquistas não correspondem à imagem que o poder e seus porta-vozes davam a esse movimento.

 

Aproveitando a presença de muitos visitantes internacionais que vieram a CRIFA, o Fórum teve a participação de muitos deles para introduzir alguns dos debates e conferências. Assim, René Berthier, da Federação Anarquista Francófona (FAF), falou sobre os cem anos da Revolução Russa, juntamente com Cristina Dunaeva (professora pesquisador da Universidade Nacional do Brasil) e Leandro Ribeiro, pesquisador da UNESP / Assis. Pablo Perez, de Federação Libertaria da Argentina, falou sobre um de seus projetos, a Escuela Libre de Constituição (para o qual o Albatros Grupo Anarquista da FAI havia organizado um financiamento coletivo cujos recursos foram entregues em mãos) e um debate conjunto intitulado ” América Latina e Europa: o nacionalismo, a crise da globalização e criminalização das lutas sociais”. Mario Rui, falou sobre o anarquismo em seu país (Portugal), enquanto em outro fórum paralelo Erika, Fenikso Nigra, introduziu um debate sobre família, gênero e anarquismo. Havia outros debates e conferências simultâneas, tais como os “40 anos de O Inimigo do Rei” interessante jornal anarquista brasileiro por um dos seus últimos integrantes, Carlos Baqueiro, chegou de Salvador de Bahia, “o anarquismo e o sindicalismo hoje”, que introduziram o Fenikso Nigra e a LIGA no Rio de Janeiro, também houve “Anarquismo: resistência étnico-racial e de luta na América Latina.” Além disso, “o anarquismo como uma prática em comunidades” que apresentado paor Fenikso Nigra e o Coletivo Aurora Negra. Este debate devia ter participado Rodolfo Montes de Oca de El Libertario (Venezuela), mas não pôde comparecer por causa de conflitos em seu país. Havia muitos outras conferências com o mesmo formato: “Cem Anos da greve geral de 1917 no Brasil”, de Antonio Carlos de Oliveira e Alexandre Samis, com grande participação e discussão sobre “amor livre: gênero e sexualidade hoje” “o federalismo anarquista no século XXI: desafios, projetos e práticas” ou “-autogestão cooperativa” apresentada por Marcelo Freire, de Fenikso Nigra.

As performances que acompanharam este Fórum se organizaram em conjunto com músicos e dançarinos da associação do bairro, que voltaram-se para o evento e nos convidaram a algumas incursões que desconhecia e me esqueci de perguntar, em uma atmosfera emocionante na noite de sábado . Ainda mais emocionante foi o fechamento no domingo, pelo Idílio, de Fenikso Nigra, acolhendo a participação de muitos companheiros e companheiras vindas de outros países, de outras cidades ou da própria Campinas e conseguiu dar um conteúdo muito estimulante para seguir na difusão e na luta de idéias que irão melhorar a sociedade futura.
Os companheiros brasileiros, quiseram continuar aproveitando as visitas de anarquistas europeus e continuou a organizar eventos em São Paulo, Rio e Salvador. FAI, a FAF e a CNT espanhola participamos em local dos petroleiros e em uma escola no Rio de Janeiro, em um colóquio sobre as formas de organização anarquista e protesto pela liberdade de Rafael Braga, preso por 3 anos como punição aos grandes protestos de 2013, com acusações ridículas e manipulações que na Espanha nós conhecemos bem.

 

Uma experiência militante e pessoal para não esquecer.

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