(texto completo em Aurora Obreira 70)

Quando nossos propósitos não são claros, nossas atitudes não são objetivas e muita coisa é perdida pelo caminho.

De pessoas que de alguma forma se sintam e pratiquem a anarquia como agente de sua emancipação e de todas que estejam próximas, há uma convergência necessária para ampliar as práticas individuais em ações coletivas onde surgem grupos de pessoas, unidades táticas operacionais que estabelecem espaços de cultura social. 

A nossa ansiedade tem proporcionado um aceleramento desse processo mas resultando em perdas pelo caminho. 

Os propósitos não estão claros, não há um entendimento da anarquia como prática de destruição/construção emancipatória, tanto para cada pessoa como para o conjunto delas. São formados muitos grupos, coletivos, associações, uniões (o que for) anarquistas, mas sem a devida preocupação deles terem uma pratica da cultura anarquista e isso resulta no afastamento das pessoas por falta da clareza e objetividade do projeto, no uso desnecessário das práticas partidárias e politicas profissionais em nosso meio como se fossemos apenas mais uma facção politica das estruturas direita/esquerda convencionais e institucionais. 

Unido a essa confusão existe ainda uma relutância por parte da maioria das pessoas anarquistas em praticar todo o dinamismo que a anarquia oferece por ser entendida como um sinônimo de liberdade e libertação ou seja, que a prática é de libertação e libertar de forma a não se reestruturar opressões e explorações. 

Sim! Muitas de nossas companheira possuem muita dificuldade em lidar com isso, expondo práticas machistas, autoritárias, partidárias em nossos meios. Essa percepção é muito importante para nossa luta e não pode ser desprezada ou menosprezada porque não está nas esferas mais nobres e tradicionais da anarquia.

(texto completo em Aurora Obreira 70)

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