Texto do jornal A-Info 86, acesse aqui

O sistema penitenciário brasileiro e ousamos dizer no mundo, é uma monstruosidade, fruto da ignorância arbitrária e violência autoritária, que oprime e explora nossa gente oprimida e explorada em todo o mundo.

Nos carceres em todo o mundo, milhões de pessoas, na sua parte oriunda das camadas mais exploradas e oprimidas, agonizam em maltratos e em lutas terríveis para sobreviverem mais um dia, mais uma hora, em condições de extremas que as levam as ações mais desesperadas, onde perdem sua dignidade e submetem a selvageria absoluta do capitalismo e do autoritarismo que as aprisionam. É a exposição mais clara do que o sistema poderá fazer com todas que não sejam aceitáveis para sua manutenção e questionem sua desigualdade. É o desespero do capitalismo em sua forma mais clara e direta, é a cristalização de todo sofrimento de nossa gente oprimida e explorada para manter um sistema profundamente desigual e destruidor. 

No Brasil, não há ainda oficialmente a pena de morte, mas permanecer por algum tempo nos presídios superlotados, repletos de doenças e vícios é o equivalente a um corredor da morte a espera da execução. E essa ocorre diariamente em todo o ambiente desse horrendo cativeiro.

O Estado que é o responsável pelo cárcere não oferece nenhum apoio sanitário ou médico as pessoas presas de forma regular, só serão levadas aos hospitais quando estejam em fase terminal de uma doença, para que não fiquem com o ônus de mais uma morte dentro da prisão.

O flagelo nas celas é enorme e de uma forma muito cruel! 

Não há espaço nas celas porque estão superlotadas, fazem rodízio para dormir, para usar o "banheiro", um vaso sanitário para mais de 15 detentos, que fica ali em aberto. 

O deficit prisional está em torno de 250 mil vagas e possivelmente aumentará! 

A total falta de respeito por um ser vivo semelhante torna seu contorno mais cruel nesses ambientes.

Muitas pessoas são contra o fim dos presídios, defendendo o sistema penal e alegam que quem está lá é porque mereceu. A estrutura social em que estamos não há como preparar as pessoas para que estejam cientes e cidadãs, plenamente responseis por suas ações. É um sistema de desigualdades sociais que mantém a guerra entre grupos de pessoas distintos, os presídios são os campos de concentração em que nossa gente é confinada, onde as mais insubmissas e rebeldes são jogadas por desafiarem a estrutura e questionarem o sistema.

Devemos lembrar por fim que as pessoas assassinas e ladras foram as primeiras capitalistas, que roubaram terras, escravizaram civilizações e assassinaram nações inteiras pela uma ambição e uma ganância sem limites. 

Essas "exploradoras" saquearam e enviaram as riquezas para seus países e religiões, deixando um rastro de miséria, caos e morte para trás. 

É importante escrever que abolir os presídios é abolir o sistema do capital. Além de escrever, é importante práticas de emancipação social agora!

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