Uma pessoas anarquista pede que você não vote ou anule seu voto!

Todas as pessoas que estejam no espectro da anarquia, de 2 em 2 anos trabalham para para a conscientização das pessoas em serem políticas ativas, de assumirem o protagonismo da vida política, econômica e social. Isso é sair da estrutura que nos prende num sistema de profundas desigualdades sociais, por extremo consumo e extrema pobreza generalizada para manter algumas poucas pessoas com grandes riquezas.

A cada dois anos marcamos os processos eleitorais com nossa campanha de voto nulo ou não voto e trazer nossas propostas de autogestão e práticas da anarquia, de forma direta e sem nenhuma forma intermediária.

Apesar de nossa campanha e um crescente número de pessoas que estejam anulando o voto ou não votando, ainda precisamos trabalhar muito mais para que essas pessoas percebam que não acaba aí o processo político e nem se resume apenas no voto ou não voto, é algo muito mais que uma eleição, é uma prática cotidiana de participar e construir caminhos de práticas políticas que incluam cada vez mais pessoas, sem isso, é vazio e sem sentido votar ou não votar. E para isso, realmente pouco importa em quem votam ou deixam de votar.

Podemos marcar que primeiro o protesto do voto nulo o do não voto não muda absolutamente nada na prática, mas é um bom indicador do inconformismo com o que está acontecendo.

Uma segunda avaliação apresenta que o aumento das abstenções precisa estar atrelada a uma ininterrupta campanha de política sem partido, de autogestão e de ação direta. Isso faz com que a influência das práticas políticas clientelistas e daquelas pessoas políticas que adoram fazer assistencialismos sejam desmascaradas com suas ações vazias para as comunidades.

É possível apreciar num terceiro ponto que se nossa atuação como pessoas anarquistas estaremos construindo barricadas contra aqueles grupos de poder que querem aumentar e ampliar a exploração e opressão. Alimentar o sistema com os menos piores através de votos chamados “úteis” é a uma grande ilusão, no fim estamos alimentando a estrutura política e essa foi feita de forma a nos excluir, nos oprimir e nos explorar. Sair dessa estrutura é fundamental e romper com a obrigatoriedade do voto e promover forma de política direta é um processo de resistência anarquista que visa ampliar a liberdade, a justiça e construir uma sociedade mais justa com outras formas de politicas, sem partidos, sem pessoas representantes oportunistas.

Se há um possível endurecimento das práticas governamentais autoritárias, para quem está nas periferias, para quem é preta, para quem é pobre, já vivem as opressões e explorações do autoritarismo do sistema, e é pela nossa organização e não por voto que conseguiremos na luta, nossa dignidade e liberdade, o resto é lorota e medo daquelas pessoas que estão presas ao sistema e se iludem que podem através de votos, fazer alguma diferença. Nossa resposta como praticantes da anarquia, é organizar para emancipar de todas, sem partidos, sem patrões, sem Estado.

Podemos entender o “voto útil” como um tiro no pé. Acreditamos que o menos pior assume e no fim é mais pior: como candidata falou que não, eleita, fez tudo que negou! E seu vice que assumiu manteve a linha de reformas que atendem aos interesses das pessoas exploradoras e opressoras. Contra isso não se vota, só com nossa união, união das pessoas oprimidas e exploradas!
Dessa reflexão, chegamos à seguinte conclusão: é essencial votar nulo ou nem participar do processo eleitoral, nossa energia é para construção da autogestão e emancipação de todas!

 

Pela luta somos dignas e livres!

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