Em todo país, o sistema de mobilidade urbana é lastimável, caro que deixa muita gente de fora, forçando as mais variadas saídas.

Sabemos do uso de transporte clandestinos, do aumento do uso de motos e bicicletas, e há ainda, muitas pessoas que caminham por vários kilometros, para chegarem em seus destinos.

Os transportes coletivos, em sua maioria, estão defasados e comportam, nos horários de pico, mais pessoas que poderiam levar. O uso do transporte via aplicativo se tornou algo euforico, mas já sobre vigilância e tem sofrido enormes sanções e através de uma regulamentação exagerada, reduzir sua ação.

Em Campinas, o sistema de transporte tem se mantido sobre controle da Transurc, que é um sindicato patronal, criado em 1987, num processo de transferência do serviço que era publico para o setor privado. Atualmente as empresas que controlam esse serviço são a VB Transportes, Itajaí Transportes Coletivos, Expresso Campibus, Onicamp e Padova Coletivos. Ou seja, são cinco empresas que controlam o transporte coletivo na forma de ônibus fiscalizados pela EMDEC, braço operacional da Secretaria de Transportes de Campinas.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) é uma sociedade de economia mista, das várias que a prefeitura possui e que estão todas ligadas como sócias administrativas, uma na outra, transformando essas empresas em espaços de acordos políticos e possíveis desvios de dinheiro (vejam o caso do ex-prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos e sua conexão no caso da Sanasa, outra empresa da prefeitura). A Secretária de Transportes é apenas uma formalidade administrativa, porque tudo está nas mãos da EMDEC, que cumpre sus atribuições fiscais e administrativas sobre tudo que diz respeito mobilidade no municipio de Campinas.

(Texto completo no A-Info 76)

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