Não faz muito tempo participamos de uma reunião onde, pelas circunstâncias, usamos a expressão “ovo da serpente” para atribuir ao momento e as construções fatuais em torno do que acontecia.
Nossa!
Saímos até um pouco chateadas por termos usado algo forte para o momento.
Mas a vida, os fatos nos mostraram que nossa intuição era realista e tinha fundamento apropriado.
Inspiradas por nossas experiências em situações semelhantes, somadas as preciosas memórias que nossas queridas companheiras, nossas irmãs de luta e de resistência nos deixaram para fins de nossa própria construção e que serão pequenas peças para as próximas gerações, não foi só apropriado, como necessário o uso da expressão já citada.
Se causou mal estar no momento e uma repercussão negativa naquela trama, proporcionado um momento para reflexão de todas, seria essencialmente importante para todas.
Lamentavelmente, o pouco que acompanhamos após os caminhos se afastarem dessas entidades “libertárias”, nos tem preocupado deveras! 
Temos alertado a todas de nosso convívio organizacional que as entidades que realizam “anarcologia”, cheias de pessoas “anarcologas”, mestras e doutoras “reconhecidas” pela academia burguesa brasileira, estão se articulando em torno de uma estrutura institucional partidária a la esquerda e se fecham nessa rede de intrigas partidárias, autoritárias, na ilusão de que como pessoas libertárias, anarquistas contaminariam de forma positiva as outras organizações com quais estão a se envolver.

Texto inteiro na revista Aurora Obreira nº 81 (acesse aqui)

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