Os desafios para obtermos a emancipação de todas as criaturas é algo surpreendente.
Não é complicado, mas necessita de uma enorme energia de compreensão para não entrar nos becos sem saída das ilusões, um verdadeiro conjunto labirintico que nos prende no acreditamos nos libertar.
Isso se torna muito presente nos momentos que ao nos percebermos como pessoas nos condicionamos as definições que pensamos serem as mais "acertadas", as mais "verdadeiras"... para momentos depois mudarmos nosso angulo perceptivo e todas as certezas, verdades desmoronam.
O cuidado aqui, entendo que nossa referência maior seja o anarquismo/anarquia, é ter um dinamismo que seja voltado a emancipar sempre e todas. Isso significa construção de espaços de ação e vivência, onde as condições para transformação, mudança e destruição estejam presentes.
Nesse processo, as conexões entre as oprimidas e exploradas das variadas formas seriam entendidas como pontos de interseção. Mas amplie esse entendimento, se torne mais do que apenas um nicho, um rótulo, um compartimento, um estereotipo do que nos formatam a força. Pior, acabamos por assimilar a própria divisão, nos enquadrando no modelos pre-estabelecidos, e neles, assumimos um discurso, forjado naquele ponto de vista, naquele local de olhar e o replicamos de forma displicente, sem assimilar o significado mais profundo disso.
A intensidade da ampliação nos leva a um processo de antinomia, um furacão de contradições, destruições que nos mantém em permanente movimento, em permanente mudança, em REVOLUÇÃO!
Se torna uma possível forma de quebra das correntes que nos tornam pessoas reféns dos conceitos que deveriam nos libertar, porque somos forçadas as nos reconstruir e nos autoavaliar sempre.
Ser o furacão, uma anarquia sem controle, uma força que revolta cada uma nessa cadeia até a explosão final em puro conceito de liberdade sem as predemarcações das armadilhas de tantas lutas isoladas que se mantém no labirinto tutelado pela  exploração e opressão.
Sejamos um furacão anarquista, sem controle, sem disciplina, sem rótulos! Organizadas no amor e na liberdade minha, sua, nossa!

Texto original em A-Info 75, acesse aqui

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