Existem diversos movimentos sociais que buscam cada qual expor suas necessidades e reivindicar soluções, sejam imediatas, sejam a longo prazo. Pela proposta anarquista, a fragmentação da luta de emancipação em setores especializados é um grande obstáculo e que deve ser superado.

 

As lutas dispersas devem convergir para um processo revolucionário amplo e não serem um fim em sim mesmas. Lutas afrodescendentes, feministas, ecológicas, libertação dos animais, sindicais, sem terras, sem tetos, diversidade sexual, etc precisam atuar de forma conjunta, pois possuem dois pontos essenciais em comum, em todas elas elementos explorados e oprimidos se organizam contra seus algozes e pretendem por fim a tais injustiças.

 

O anarquismo sempre foi uma proposta ampla e em todos os sentidos por ver que a revolução não é algo que seja feita por etapas, por fases ou por um processo de transição. Não, é algo que ocorre de uma vez em todos os ambientes, em todas as relações humanas, sociais e culturais. Restringir ou fazer uma luta por vez, é algo contrário a base libertária de emancipação total proposta. A liberdade é construída por todas as pessoas, com todas as pessoas e para todas.

 

Por isso a atuação anarquista deve procurar atuar e reunir os movimentos sociais. Denunciar a partidarização e profissionalização em seu meio que é altamente reformista, assistencialista, clientelista nos movimentos sociais.

 

Pela construção de um movimento amplo de lutas emancipatórias de todas sem Estado, sem partidos, sem patrões, sem religiões, pois é tão importante os meios de luta como os fins que almejamos.

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