Existem diversos movimentos sociais que buscam cada qual expor suas necessidades e reivindicar soluções, sejam imediatas, sejam a longo prazo. Pela proposta anarquista, a fragmentação da luta de emancipação em setores especializados é um grande obstáculo e que deve ser superado.

 

As lutas dispersas devem convergir para um processo revolucionário amplo e não serem um fim em sim mesmas. Lutas afrodescendentes, feministas, ecológicas, libertação dos animais, sindicais, sem terras, sem tetos, diversidade sexual, etc precisam atuar de forma conjunta, pois possuem dois pontos essenciais em comum, em todas elas elementos explorados e oprimidos se organizam contra seus algozes e pretendem por fim a tais injustiças.

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Nós, ANARQUISTAS reunidos em Araraquara (SP) nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2005, discordamos que exista uma crise política conjuntural instaurada no Brasil. Defendendo nossos princípios, confirmamos o que sempre denunciamos:

 

1)                  que não é possível no “neo” liberalismo resolver os problemas de concentração de renda, situação disseminadora da miséria;

 

2)                  que as eleições têm como objetivo alienar e afastar o povo das reais discussões sociais, políticas e econômicas;

 

3)                  que a denominada crise política nada mais é senão a luta dos partidos de esquerda e de direita (situação e oposição), não afetando as relações de dominação do capitalismo;

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Chama-se de “síntese anarquista” uma tendência que ocorre nos dias de hoje no meio do movimento libertário que busca reconciliar e posteriormente “sintetizar” as diversas  correntes de ideais que dividem este movimento em várias segmentos mais ou menos hostis uns aos outros. Trata-se na realidade, de unificar, em certa medida, a teoria, mas também o movimento anarquista num conjunto harmonioso, ordenado, acabado. Dissemos “em certa medida” porque naturalmente a concepção anarquista não poderia nem deveria nunca se tornar rígida, imutável, estagnada. Ela deve permanecer flexível, viva, rica de ideias e de tendências variadas. Mas flexibilidade não tem de significar confusão. E por outro lado, entre imobilismo e flutuação existe um estado intermediário. É justamente este estado intermediário que a síntese anarquista procura atingir, se estabelecendo e se aperfeiçoando.

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O processo de organização revolucionário é desenvolvido ao longo das gerações, as vezes mesmo tendo que começar quase do zero.

Em muitos casos é a repressão ou mesmo profundas divergências que não resolvidas da forma libertária, leva a dissolução dos grupos e o afastamento dos indivíduos do anarquismo. Isso só leva a reforçar a necessidade e convicção de não aceitar o estado de exploração e opressão reinante e nem a submissão aos grupos dominantes de esquerda ou direta, que sustentam modelos autoritários e centralistas.

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Sobre se o voto nulo fará a anulação do processo eleitoral, é algo muito díficil de se afirmar pela forma que se apresenta pela legislação eleitoral.
Nela não está associado que o voto nulo seja uma prerrogativa para anulação da eleição. Definem a nulidade da eleição o Capitulo VI, artigos  219 a 224, e neles só entram questões de fraudes, de urnas sem fiscalização etc. Nada de voto nulo.
O voto nulo é considerado um erro e vão além, apontando para falta de cidadania e "egoísmo" por parte de quem vota nulo, já que favorece a eleição de candidatos considerados "ruins" (não sei qual o parametro que usam para classificar um candidato de ruim?).
O voto branco segue a mesma lógica, mas possui tecla própria e é uma aprovação prévia de quem ganhar (seja lá quem for!). As duas formas não contam como voto válido, por isso não afetam o processo eleitoral.

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